19/07/2023 CÂMARA DE VEREADORES COLOCA À DISPOSIÇÃO R$ 300 MIL EM AUXÍLIO ÀS FAMÍLIAS AFETADAS PELO CICLONE EM HUMAITÁ Iniciativa da Mesa Diretora propõe que o Prefeito encaminhe, com urgência, projeto de lei com auxílio emergencial aos agricultores atingidos

Na quarta-feira, dia 19 de julho, a mesa diretora da Câmara de Vereadores de Humaitá entregou em mãos para o prefeito um ofício solicitando que o Poder Executivo encaminhe Projeto de Lei que beneficie famílias atingidas pelo ciclone extratropical no município entre os dias 12 e 13.
Com isso, a Câmara coloca à disposição da Administração Municipal a importância de R$ 300 mil de seu orçamento anual, para que todas as famílias afetadas sejam auxiliadas de forma imediata.
A mesa diretora é composta pelo presidente Rozinaldo Bones dos Santos, o vice-presidente Luís Vanderlei Paz e o secretário José Mauri Chassot.
Para Rozinaldo, o ofício entregue ao Poder Executivo deve ser tratado com urgência. “Não podemos ficar parados. Tem pessoas que perderam o próprio teto, praticamente tudo, precisamos nos colocar no lugar destas famílias. Elas precisam de nós; impossível não se sensibilizar com tudo o que aconteceu. Graças a Deus ninguém faleceu nessa tragédia. Esses trezentos mil são uma forma de ajudarmos, mesmo sabendo que os prejuízos são incalculáveis”, conclui o vereador.
O vice-presidente Luís Vanderlei explica que o recurso poderá ser usado para reparos nas construções destruídas pelo ciclone, e também a compra de novos móveis e eletrodomésticos. “Muitas famílias perderam a casa e tudo que tinham nela. São pessoas que trabalham de segunda a segunda-feira, e que muito já ajudaram nosso município, nossas comunidades; elas precisam desse recurso e merecem com urgência”, enfatiza Luís Vanderlei.
Já o secretário Mauri Chassot ressalta que, no projeto que será enviado pela prefeitura, haverá alguns critérios que deverão ser seguidos e quem se enquadrar neles, certamente terá o auxílio. “Sabemos que 300 mil reais não resolverá totalmente o problema de todas famílias atingidas, mas é um início. Não tem mais como as famílias esperarem o dinheiro do decreto de calamidade que pode demorar. Precisam começar a se reerguer urgentemente. É por isso nossa pressa de auxiliar essas pessoas que tanto necessitam neste momento. Se enquadrando nos critérios, receberá imediatamente”.
 
Prejuízo superior a 22 milhões
Um levantamento da Defesa Civil municipal e Emater/RS-Ascar, amplamente divulgado pela imprensa, aponta a dimensão dos prejuízos. Em edificações como pavilhões e galpões, o dano é de aproximadamente R$ 14,1 milhões. Já apenas em residências, são R$ 845 mil. As perdas de produção no setor agropecuário ficam na casa dos R$ 7,1 milhões.

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